
Ter todo o tipo de plantas em casa pode ser perigoso para o seu pet, assim como compartilhar a sua comida com eles. Afinal, cuidar da segurança de cães, gatos e outros animais depende do ambiente doméstico. Por isso, é preciso estar alerta.
Foi pensando nessa segurança que alunos e professores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP criaram o Petmosfera, um projeto de extensão universitária com informações detalhadas sobre plantas e alimentos que podem ser tóxicos para os animais.
O site traz informações completas sobre os perigos de determinadas espécies para os pets. As intoxicações podem causar mais do que vômitos ou diarreias; algumas substâncias têm potencial de afetar gravemente o coração e o sistema nervoso dos animais.
Entre as plantas tóxicas destacadas pelo projeto estão o antúrio, a azaleia e a comigo-ninguém-pode. Embora possam ser mantidas em casa, é crucial que estejam fora do alcance dos animais.
“Algumas plantas podem ser extremamente perigosas e até causar falhas na função do coração e do sistema nervoso do pet”, disse Júlia Waldvogel, aluna integrante do projeto, ao Jornal da USP.
O Petmosfera também avaliou os impactos em aves e coelhos. O projeto não só orienta tutores, mas também médicos-veterinários e profissionais do setor pet.
Os materiais educativos incluem artigos, revistas digitais e bancos de imagens. O site explica como prevenir e tratar intoxicações. As publicações abordam desde sinais clínicos até formas seguras de convivência com espécies potencialmente tóxicas.
O projeto surgiu em sala de aula, com orientação da professora Silvana Górniak, e é sustentado por bolsas do Programa Unificado de Bolsas de Estudos (PUB) da USP.
O Petmosfera também recebeu apoio do Santander Universidades, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP, e de empresas como PremieRpet e Zoetis.