
A escassez de água potável é uma preocupação crescente. Ela afeta milhões de pessoas em todo o mundo e representa um desafio significativo para a sustentabilidade do planeta.
Embora a Terra seja composta por aproximadamente 71% de água, apenas cerca de 3% é doce. Uma fração ainda menor (0,06%) é de fácil acesso para o consumo humano, dado que o restante encontra-se nas geleiras das calotas polares e em águas subterrâneas.
Por essa razão, preservar a pouca água disponível é um dos maiores desafios enfrentados pela humanidade no século 21.
Afinal, com o crescimento populacional, a urbanização e as mudanças climáticas, a demanda por água doce aumenta significativamente, enquanto a oferta permanece limitada.
Da mesma forma, a poluição de rios, lagos e aquíferos compromete a qualidade da água disponível, tornando-a imprópria para consumo, o que agrava ainda mais a situação.
Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo( CETESB), cerca de 1,2 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à água tratada.
Essa escassez tem implicações diretas na saúde pública, contribuindo para a propagação de doenças transmitidas pela água, como cólera e febre tifoide. Além disso, pode levar a conflitos, migrações forçadas e crises de saúde pública.
Portanto, a sustentabilidade do planeta depende diretamente da gestão eficiente e responsável dos recursos hídricos.
Relatório das Nações Unidas sobre água potável
O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o desenvolvimento dos recursos hídricos enfatiza que a retirada excessiva de recursos naturais é resultado de modelos antigos de uso e governança, com regulação deficiente e falta de controle.
Cerca de 20% dos aquíferos do mundo estão sobre-explorados. A urbanização intensa, práticas agrícolas inadequadas, desmatamento e poluição ameaçam a capacidade do meio ambiente de fornecer serviços ecossistêmicos, como água limpa.
A pobreza persistente, o acesso desigual à água e saneamento, financiamento inadequado e falta de informação sobre recursos hídricos impõem restrições à gestão desses recursos e ao desenvolvimento sustentável.
O crescimento econômico não garante progresso social abrangente, e o acesso desigual à água potável e saneamento afeta desproporcionalmente os pobres, mulheres e crianças.
Mas a água é essencial na produção de bens e serviços. Por essa razão, investimentos em infraestrutura e gestão hídrica são necessários para promover avanços econômicos e melhorar a qualidade de vida.
Medidas para driblar a escassez de água consumível
Para mitigar o problema da escassez de água potável, é essencial adotar práticas sustentáveis de gestão dos recursos hídricos. Medidas como o reúso de águas residuais tratadas, a dessalinização de água do mar e a captação de água da chuva são alternativas viáveis.
A Agenda 2030 da ONU, por meio do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6, estabelece metas para assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos.