Tenha santa paciência! O que fazer com crianças impulsivas?

Educadora propõe estratégias para pais e professores

Redação FamiliarIdades
Professores e responsáveis podem demonstrar paciência em situações cotidianas. Foto: Getty Images.
Professores e responsáveis podem demonstrar paciência em situações cotidianas. Foto: Getty Images.

Ensinar paciência às crianças é um grande desafio em um mundo recheado de gratificações instantâneas na internet. Mas, em artigo publicado no site edutopia (em inglês), a educadora Cara Zelas propõe algumas abordagens lúdicas que podem ajudar professores e tutores.

Como ensinar paciência às crianças?

  • Modelagem de comportamento. Professores e responsáveis podem demonstrar paciência em situações cotidianas. Assim, elas servirão de exemplo para os pequenos.​
  • Tempo de espera intencional. Introduzir pausas deliberadas durante as aulas ou em certas atividades incentiva a reflexão. Dessa forma, reduz respostas impulsivas.​
  • Atividades lúdicas. Jogos que exigem turnos e atividades que demandam tempo para serem concluídos ensinam o valor da espera.​ Por exemplo: plantar sementes e observar o crescimento ao longo de semanas.
  • Aprendizagem socioemocional. Exercícios de mindfulness (atenção plena) e histórias que destacam a importância da paciência ajudam as crianças a internalizar essa habilidade.

Pesquisas indicam que crianças que aprendem a adiar recompensas tendem a ter melhor desempenho acadêmico e habilidades sociais mais desenvolvidas no futuro. Por outro lado, a falta de paciência pode levar a comportamentos impulsivos e dificuldades de interação.​

“Os pais podem reforçar as lições incorporando o conceito em experiências do dia a dia. Momentos simples, como esperar na fila do supermercado, revezar-se em conversas ou aguardar ansiosamente um evento especial, oferecem oportunidades para falar sobre o assunto de forma acessível”, escreve Cara. “Desenvolver a paciência nos jovens não significa eliminar completamente a frustração, mas sim ajudá-los a entender que esperar pode ser recompensador.”

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