
A menopausa é um período de grandes mudanças para as mulheres. Afinal, alterações hormonais provocam inúmeros impactos na saúde e no bem-estar. O que a medicina já sabe é que a menopausa afeta a saúde óssea. Agora, especialistas também acreditam que a transição pode prejudicar os músculos, assim como as articulações.
A síndrome musculoesquelética da menopausa é um conjunto de condições e sintomas que se tornam mais comuns nas mulheres durante a perimenopausa. Inclui dores nas articulações, ombro congelado, perda de massa muscular e densidade óssea, além de piora da osteoartrite, por exemplo.
Pesquisas sugerem que mais da metade das mulheres na menopausa podem enfrentar sintomas da síndrome. Mas, em algumas mulheres, as dores podem ser tão fortes que afetam diretamente a qualidade de vida e o bem-estar. Nos consultórios, geralmente, esses sintomas são tratados como parte do envelhecimento e, segundo os pesquisadores, não são associados à menopausa.
A diretora de cuidados primários para mulheres no Medstar Georgetown University, Andrea Singer, identificou alguns padrões em suas pacientes.
“Sabemos que há uma significativa relação de interação entre músculos e ossos, e quando alguém tem músculos mais fracos, isso aumenta o risco para quedas — e quando você cai sobre ossos mais fracos, isso leva a fraturas”, disse em reportagem publicada pelo Estadão.
Em artigo recente, a cirurgiã ortopédica Vonda Wright afirma que a síndrome musculoesquelética da menopausa está ligada à queda do estrogênio. Esse hormônio atua no combate à inflação. Então, segundo ela, o tratamento com estrogênio é capaz de reduzir os sintomas.
Fazer um acompanhamento da saúde nessa fase da vida é fundamental para manter o bem-estar e adotar a terapia mais indicada. Mudanças na rotina também ajudam a reduzir os sintomas.
Alimentação e atividade física
Para as mulheres, a prática de atividade física é essencial, pois ajuda a proteger os músculos e os ossos. Especialistas recomendam ao menos dois treinos de força na semana durante 20 minutos. Os alongamentos também são indicados. Pilates, yoga e tai-chi-chuan são boas alternativas.
A alimentação nessa fase da vida também faz a diferença. Portanto, aposte em dietas ricas em proteínas e reduza o consumo de alimentos ultraprocessados e açúcar. Fique em dia com suas vitaminas, especialmente a D3 que ajuda o corpo a absorver o cálcio.
O mais importante é consultar seu médico para que o seu quadro de saúde geral seja avaliado, assim como a necessidade de terapia hormonal ou indicações específicas de vitaminas.