
Pode parecer brincadeira, mas o problema é sério. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Banheiro com o objetivo de dar visibilidade à necessidade de saneamento básico para a boa saúde humana.
Ele é comemorado em 19 de novembro. No ano de 2024, a data foi associada ao conceito de paz. Afinal, viver sem saneamento adequado é um problema sério que afeta a saúde, a dignidade, bem como a qualidade de vida das pessoas.
Por que viver sem banheiro afeta a saúde?
A falta de banheiro pode levar à propagação de doenças. Afinal, sem acesso a instalações sanitárias, as pessoas são forçadas a fazer suas necessidades ao ar livre. Consequentemente, contaminam o solo e a água. Isso pode resultar em surtos de doenças como diarreia, cólera, assim como hepatite.
Dignidade e privacidade
Ter essa estrutura em casa é uma questão de dignidade humana. Pois a ausência de um espaço privado para realizar necessidades básicas pode causar constrangimento e desconforto. Isso é especialmente problemático para mulheres e meninas, que podem enfrentar assédio e violência ao buscar locais isolados para se aliviar.
Como isso afeta a economia?
A falta de saneamento básico e, principalmente, de banheiro pode afetar a produtividade das pessoas. Afinal, doenças causadas por condições insalubres podem levar à perda de dias de trabalho e estudo. Dessa forma, impactam negativamente a economia familiar e comunitária.
Escola sem banheiro é um problema grave
Crianças que vivem em áreas sem saneamento têm maior probabilidade de faltar à escola devido a doenças. Além disso, a falta de banheiros nas escolas pode levar à evasão escolar, especialmente entre meninas durante o período menstrual.
Falta de banheiro prejudica o meio ambiente
A defecação ao ar livre contribui para a degradação ambiental. Afinal, resíduos humanos não tratados poluem rios, lagos, assim como outros cursos d’água. Com isso, a fauna e a flora locais são afetadas.
Promover a paz
Promover a paz é promover um ambiente seguro, sem o qual a manutenção e a implementação de recursos de saneamento é impossível. O acesso a banheiros seguros e higiênicos é essencial para melhorar a vida das pessoas e promover um ambiente mais saudável e digno para todos.
1,2 milhões de brasileiros vivem sem
No Brasil, 1 milhão e duzentas mil pessoas ainda vivem sem banheiro em casa, segundo Censo de 2022 do IBGE. Os pontos geográficos mais críticos estão localizados nas regiões Norte e Nordeste do País.
Especificamente na região Norte, apenas 14% da população conta com a coleta e tratamento de esgoto.
Segundo Marussia Whately, diretora executiva do Instituto Água e Saneamento – IAS (Instituto Água e Saneamento), em entrevista no canal Vozes do Planeta Podcast, “somando com pessoas que tem como banheiro só um vaso sanitário sem nenhuma coisa hidráulica ou um buraco, a gente está falando de mais de 3 milhões de pessoas que realmente não têm acesso a banheiro.”
Mas muitos avanços foram observados no período de 2010 a 2020. Todos os Estados brasileiros registraram aumento da proporção da população que reside em lugares com coleta de esgoto pela rede coletora pública ou fossa séptica. Mato Grosso foi o campeão de crescimento, com um aumento de 38%.
Ainda segundo o censo, no ano de 2022, quase a totalidade dos brasileiros (97,8%) tinha ao menos um banheiro de uso exclusivo. Apenas 0,5% da população compartilhava um banheiro coletivo que supria mais de uma residência. Já 0,6% da população habitava domicílios sem banheiros, sanitários ou buracos para dejeções.